Sou apaixonado pelos escritos de Philip K. Dick, pra mim, o melhor autor de FC/distopias. Assisti novamente uma série baseada em um dos livros que ele publicou - o Homem do Castelo Alto - e isso despertou o desejo de reler os livros dele que tenho aqui em casa. Não são muitos, mas todos excelentes e estão na imagem, pela ordem em que foram escritos, o primeiro em 1961 e o último em 1970, mas houve uma edição em 1974, com pequenas revisões e é essa que possuo.
Kaleidoskópio
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Philip K. Dick: os livros que viraram filmes
Sou apaixonado pelos escritos de Philip K. Dick, pra mim, o melhor autor de FC/distopias. Assisti novamente uma série baseada em um dos livros que ele publicou - o Homem do Castelo Alto - e isso despertou o desejo de reler os livros dele que tenho aqui em casa. Não são muitos, mas todos excelentes e estão na imagem, pela ordem em que foram escritos, o primeiro em 1961 e o último em 1970, mas houve uma edição em 1974, com pequenas revisões e é essa que possuo.
segunda-feira, 29 de julho de 2024
O SABOR DA VIDA/LA PASSION DE DODIN BOUFFANT
Vi muitos comentários negativos sobre esse filme nas redes, achando-o lento e maçante, com espectadores dormindo no cinema ou abandonando a sala.
Deve ter sido difícil mesmo para quem não sabe decifrar metáforas, ter apreciado a história de amor entre o Chef e sua Cozinheira, narrada sem pressa, apegando-se ao afeto que reúne todos os personagens, sem efeitos especiais nem bizarros. com uma fotografia belíssima num cenário interiorano - Cinema-Arte!
E o que dizer da relação do Chef e da Cozinheira sem cair em alguma banalidade sobre o amor? Que integração perfeita. que amor perfeito, tal como a flor... Talvez as críticas negativas tenham vindo de quem deixou de lado a contemplação para viver apenas momentos explosivos, o que impede de captar sentimentos mais sutis.
E quando ela faz aquela pergunta no final do filme, num flashback, sobre o que ele mais amava nela? É a coroação da história, a síntese, Ah, queria um amor assim, de quartos separados e almas conjugadas!
Curiosidade: Juliette Binoche e Benoit Magimel já foram casados, talvez seja o motivo de haver uma interação envolvente entre eles, uma cumplicidade vinda de quem se conhece a fundo.
THE ROMANNOFS
THE ROMANOFFS
O criador de MAD MEN (MATTHEW WEINER, que escreveu, foi autor e foi um dos produtores), é uma série ambientada pelo mundo, apresentando 8 histórias independentes sobre pessoas que acreditam ser descendentes da família russa assassinada pelos bolqueviques. Já foi provado que não deixou nenhum Romanoff de “sangue azul” vivo, mas ainda hoje há quem usa o nome famoso, acreditando na linhagem e usando títulos de nobreza falsos.
No elenco, nomes consagrados e outros nem tão conhecidos pelo público, embora todos sejam talentosos, o que é um dos pontos altos da série. Os episódios são emocionantes, interessantes e criativos, mas o que mais me surpreendeu foi o último, o oitavo, não esperava o final que foi brilhante! Certas histórias me lembraram das contadas de Woody Allen em seus filmes.
segunda-feira, 21 de agosto de 2023
BARBIE, o Filme (parte 2 sobre o Cine Victoria)
Na Parte 1, comentei sobre o Cine Vitória, que foi onde assistir ao filme, já que está sendo reinaugurado e é interessante que o público de Porto Alegre conheça essa novidade e elegância do espaço.
Cine Victoria reinaugurado em PoA/RS
Ansiosa pra assistir ao filme da Barbie e do Ken, mas aguardava a reabertura do CINE VICTORIA, um "cinema de rua" no Centro Histórico de Porto Alegre. E, principalmente, com cópia legendada. Finalmente, fui nessa quinta-feira. O local é o mesmo onde existe o Cinema Victoria original, majestoso, com mezanino e oferecendo sempre os lançamentos mundiais que reuniram melhorado para assisti-los. No Centro da cidade, só rivalizava com o Cinema Cacique, também de aparência grandiosa.
Acabei de assinar o DISNEY+ (já assinava o STAR+ e valeu a pena ter o COMBO pelo pequeno valor adicionado). Pra quem acha que esse streaming é pra criança, tá engando. Ou eu que sou uma "criança grande", pois amei...
terça-feira, 27 de setembro de 2022
Dahmer: um canibal americano
"Serial killers" é um tema que causa dupla sensação nas pessoas: repulsa, e ao mesmo tempo, atração.
Ficamos horrorizados, mas também hipnotizados pela crueldade das mortes, não querendo acreditar no que nossos olhos enxergam: pode o ser humano ser tão bestial e não conseguirmos distinguir essa bestialidade à primeira vista?
Acabei de assistir à série com 10 episódios - DAHMER: UM CANIBAL AMERICANO, que além de mostrar a trajetória desse assassino, mantém o foco no racismo gritante e na péssima atuação policial, que permitiram que tais crimes ocorrressem por tanto tempo sem que Dahmer fosse freado.
Como dele muito já sabemos, o olhar sobre as famílias das vítimas e a vizinha que o denunciou várias vezes sem resultado positivo, é um diferencial dessa minissérie a ser apreciado.
Niecy Nash interpreta Glenda Cleveland, a vizinha preta que não teve sua voz ouvida, apesar das várias denúncias, ignoradas pelos policiais brancos. Como de costume, rola a questão opressores x oprimidos, desde a escolha de Dahmer em morar num bairro pobre e com alto índice de residentes pretos e imigrantres, cujos desaparecimentos não teriam - e não tiveram - a devida importância e investigação. Se ele tivesse matado mais gente branca, existiria essa ausência de relevância? Me interessei mais por esse aspecto tratado na série, pois ver as atrocidade praticadas por Dahmer são angustiantes, e não conseguimos definir: a pessoa é cruel ou doente mental? Já li que ele foi diagnosticado com vários transtornos, mas muita gente que os possui não chega a cometer atos insanos como os dele.
Brilhante a interpretação de Evan Peters, já bem conhecido por vários personagens em American Horror Story - não sei se vou conseguir deixar de encará-lo como Dahmer a partir dessa atuação, ela é marcante demais.
E o mais nojento de tudo é saber que tais criminosos possuem fãs, no sentido de admirá-los. Doentio.

























