domingo, 22 de outubro de 2017

O vilão que amamos

Só para fãs de Supernatural acompanhando a temporada atual:
Nossa, Asmodeus, que anjo caído mais gato, vige!


7 Desejos

Faz tempo que não assisto a filmes de terror, andam repetitivos demais ou com muitos sangue e vísceras, histórias fracas e sem noção. Por isso, dei um tempo.
Aí, do nada aparece esse filme na minha frente e resolvo vê-lo. Surpresa! História interessante e com lógica, bons atores, um final digno de muitos uaus!
Renasceu meu prazer em curtir uma boa trama de terror e suspense sem precisar encarar litros e litros de sangue escorrendo na tela!
Super recomendo!
Dica: acompanhe os créditos finais até acontecer um bônus.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Blade Runner, O Caçador de Andróides/Blade Runner 2049






Não há como dizer que este ou aquele filme é melhor ou pior porque ambos são interpretações diferentes da obra de Philip K. Dick, sendo que Do Androids Dream of Electric Sheep, livro no qual o primeiro foi baseado, sofreu várias alterações na adaptação para a tela.

Blade Runner, o Caçador de Andróides (denominado Bounty Runner no livro) deixa muitas perguntas após seu final e Blade Runner 2049 tenta respondê-las. Era Deckard também um replicante? Que vida esperavam ter, ele e Rachael, após sua fuga? Essa fuga foi permitida pela corporação Tyller de forma proposital? Qual seria o destino dos andróides a seguir: destruídos ou modificados? O Homem continuaria insistindo em agir como um Criador?

A produção de 1982 é basicamente uma história sobre seres humanos exercendo tarefas divinas ao criar replicantes, cópias robotizadas sem alma e quase perfeitos em suas capacidades - segundo seus fabricantes - com um período de validade determinado. Alguns deles rebelam-se e estão dispostos a lutar por uma "vida" mais longa do que aquela para a qual foram programados. Aí entra a função do Caçador de Andróides, capturar os fugitivos. Rick Deckard, o policial herói que os persegue, acaba apaixonando-se por uma andróide especial, Rachael, e após várias peripécias, fogem para um futuro incerto mas com uma suposta liberdade.

O grande diferencial de Blade Runner 2049 fica na descoberta de que uma replicante pode engravidar, ou seja, perpetuar sua espécie. A partir disso, começa uma busca pela criança gerada, sendo que alguns querem vê-la destruída e outros, querem capturá-la para pesquisa e criação de uma nova estirpe de andróides. Com participação de Harrison Ford como o Deckard envelhecido e uma rápida aparição do policial ligado em origamis, a trama segue com muitos efeitos especiais, alta tecnologia utilizada para criar um mundo futurístico bastante realista, o que já acontecia no primeiro filme: a destruição do meio ambiente, radioatividade, alterações climáticas, superpopulação e muitas das modernidades que em 1982 foram sugeridas, agora em 2017 algumas já existem e outras certamente podem chegar em breve. Os andróides são uma possibilidade bem real em nosso futuro, não tão distante.

Se pudesse citar apenas um grande diferencial entre os dois filmes seria o ritmo, mais lento no primeiro e vertiginoso, no segundo. Outro detalhe importantíssimo é a trilha sonora do primeiro, imortalizada por Vangelis e um dos grandes fatores de sucesso do filme. Indiscutível é que Blade Runner foi um marco na ficção científica no cinema, depois dele, ela repaginou-se.

Só para fãs "caçadores de referências":
1) O unicórnio de papel em BR 1, e o cavalo de madeira no 2;
2) No livro, Deckard queria muito um autêntico animal, não tinha condições de adquirir porque eram excessivamente caros, e em BR 2, ele tem um cachorro como companhia, mas não especifica se é falso ou não;
3) A mulher que vive com Joe é muito parecida com Rachael e a garota que ela utiliza para tomar uma forma física, é muito parecida com Pris, uma das replicantes de BR 1;
4) A morte de Joe é idêntica a de Roy, um dos replicantes de BR 1, interpretado por Rutger Hauer, que depois desse filme ganhou fama e fez vários outros de sucesso, como O Feitiço de Áquila e A Morte Pede Carona;
5) O piano, onde começou o romance de Deckard e Rachael, surge várias vezes no cenário de BR 2;
6) Tyller, o dono da corporação em BR 1 usava óculos enormes com alto grau ("fundo de garrafa") e o chefão em BR 2 é cego;
7) em ambos os filmes aplicavam a Escala Voigt-Kampff para identificar replicantes, fazendo perguntas e observando as modificações no olho do elemento testado, temos acesso às duas, a atual, obviamente modernizada e a antiga, guardada em arquivos.
Sei que vou lembrar de outras referências, há muitas neste segundo filme.

DUAS DICAS: Pra quem mora em Porto Alegre, a Sala Norberto Lubisco da CCMQ está reprisando Blade Runner, O Caçador de Andróides em sessão às 19:00.

Está rolando a série Philip K. Dick's Electric Dreams (by Amazon), com versões de histórias deste fantástico autor de ficção científica. Cada episódio relaciona-se com um de seus contos, são incríveis como tudo que ele escreve, super recomendo!




segunda-feira, 20 de março de 2017

4 divas do Cinema


Série nova no pedaço, promete pela temática e pelas estrelas! 

FEUD/Bette and Joan: "As estrelas de Hollywood Joan Crawford (Jessica Lange) e Bette Davis (Susan Sarandon) sempre foram conhecidas pelas farpas quando chegavam perto uma da outra. No entanto, elas deixam isso de lado quando aceitam atuar no drama “O Que Aconteceu com Baby Jane?”, até para movimentar a carreira em baixa das duas."

O filme foi um sucesso, um dos melhores da temática "horror", enfim, tornou-se um clássico e só reafirmou o talento das duas divas.
A trama é focada nos bastidores da produção e o que nos mostram ali pode ser verdade ou ainda ser um eco da boataria.
Crítico foi perceber o quanto elas foram manipuladas pelos machos do cinema hollywoodiano para que o desentendimento criado entre elas por essa manipulação fosse um plus no interesse do público e no aumento do volume das bilheterias.

Obviamente, necessário dizer que as duas divas que interpretam Joan e Bette são igualmente fantásticas!
Jessica Lange e Susan Sarandon só reafirmam que mulheres maduras e talentosas sempre terão espaço no mundo do entretenimento, porque não é o avanço dos anos no corpo e na mente que lhes tira a qualidade de interpretar com alma.
Judy Davis também está ótima como Hedda Hopper, a "fofoqueira nº 1" de Hollywood e suas tramas pessoais e profissionais, poderosa porque sabia de todos os segredos.

Um brinde com champagne francês às quatro divas maravilhosas!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Uma outra visão do holocausto



Centenas de filmes já foram feitos abordando o nazismo e as atrocidades que os judeus sofreram nas mãos dos algozes alemães.
Tantos que talvez tenham banalizado o tema.

Por isso, me surpreendeu Memórias Secretas (Remember), onde dois judeus idosos, quase no final na vida, realizam uma perseguição ao comandante nazista que eliminou suas famílias em Auschwitz.
Um deles, imobilizado em um asilo, organizando e comandando o roteiro de busca do outro. que foge e segue as coordenadas. O final é surpreendente, o que considero qualidade básica em uma história.

Christopher Plummer arrasando como o caçador e Martin Landau convincente como o arquiteto da caçada, vale a pena assisti-los em ótima forma e comprovar que a velhice não desqualifica as pessoas.

"Estamos perdendo a memória da História. Temos estado tão sobrecarregados de narrativas de violência que tendemos a esquecer como é a mecânica dela . É muito fácil abstrair parte de nossa sociedade, uma raça, um povo, e vitimizá-los. Daí que criamos essas atrocidades, tanto no caso do genocídio judeu quanto no do armênio. Acho que, quando encontramos um modo diferente de abordá-las, estamos fazendo um alerta sobre esse tipo de tragédia." (Atom Egoyam/cineasta realizador do filme)

Atom Egoyam mostra trama de vingança em "Memórias secretas"

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Mulheres Maravilhosas da telinha e do telão

Esse marcador vai homenagear personagens femininos de filmes do telão e da telinha, sejam elas baseadas em gente de carne e osso ou pura ficção.

A primeira da série, Seymour Fleming/Lady Worsley, é interpretada por Natalie Dormer na produção da BBC 2, The Scandalous Lady W. 

Na lei do século 18, as mulheres eram propriedade de seus maridos, e qualquer homem que "danificasse" essa propriedade poderia ser processado no tribunal.
Conheçam a história de um mulher que ousou libertar-se e lutar por sua independência, mesmo tendo que revelar tudo a que submeteu-se para agradar e ser aceita por seu "dono".
Mais que um escândalo sexual, uma história de superação e rebeldia.

Vale a pena assistir ao filme e ler mais a respeito da vida de Lady W, ou Seymour Fleming, seu nome de solteira e que ela quis preservar.

A verdadeira história de Lady Worsley





Quadro pintado por Joshua Reynolds, onde Lady W veste um traje de montaria adaptado do uniforme do regimento de seu marido e que encontra-se na Harewwod House/England, e ao lado, Natalie Dormer usa uma reprodução dele confeccionada para o filme.




Seymour e seu amor, o Capitão George Bisset, com que fugiu esperando conseguir o divórcio de seu marido, Sir Richard Worsley.










A beleza e a garra de uma mulher que lutou por sua liberdade e idependência, numa época em que isso era praticamente impossível de ser obtido.



TRAILER - BBC Two



terça-feira, 5 de julho de 2016

O que fazer enquanto GOT não retorna













Essa postagem é, principalmente, dirigida a fãs de carteirinha de Game of Thrones.
E já vou avisando que tem SPOILERS, para quem pretende assistir ou está ainda nas primeiras temporadas.

Já que agora teremos um longo hiato de Game of Thrones, decidi rever a série desde seu primeiro episódio e reler alguns dos livros, dá pra matar a saudade e relembrar situações um tanto esmaecidas. Estou seguindo uma rotina: leio as páginas do livro relacionadas com determinado episódio e depois assisto a ele. Assim fiz com o primeiro episódio, que inicia e termina de forma bombástica, o que deve ter conquistado imediatamente milhares de interessados na história. As primeiras cento e poucas páginas de A Guerra dos Tronos/Livro Um retratam quase que fielmente o que vemos nas imagens da série (há pequenas diferenças que alguns notarão, por exemplo, no livro Bran tem 7 anos e na série, 10).

Dá uma certa tristeza observar a vida harmoniosa e feliz que os Stark tinham em Winterfell e saber que a família seria praticamente aniquilada em momentos de muita amargura e dor. Ver Theon Greyjoy como um jovem agregado deles, ainda portando um bilau e sua dignidade. Enxergar Daenerys como uma jovem inocente e abusada pela tirania de seu irmão Viserys (que era lindo mas muito mau), sem seus dragões e saber o quanto ela vai evoluir, tornado-se poderosa. E recordar o quanto Jaime e Cersei eram cruéis e por isso não ter nem um pingo de piedade por seus futuros sofrimentos, principalmente os da Rainha traiçoeira e egoísta. E chorar pela ruína de Bran, o que no entanto o levará a ser espiritualmente abençoado por um poder especial.

Praticamente, todos os personagens deste primeiro episódio estão mortos. Os que permanecem vivos, atravessaram muitas mudanças e transformaram-se drasticamente. E é nisso que a ficção espelha a realidade - ou a realidade inspira a ficção? Não temos a habilidade de imaginar nosso futuro, por mais que tentemos racionalizar, qualquer coisa pode acontecer que mude totalmente nossa trajetória. E tanto os "bons" quanto os "maus" podem ser castigados ou premiados, só entenderemos isso se olharmos os fatos de uma maneira global, não apenas as partes, mas o Todo. E a imortal luta entre o Bem e o Mal existe tanto no mundo real e no mundo criado pela imaginação humana, não terminará nunca porque é através dela que acontecem as alterações e elimina-se a estagnação.