O criador de MAD MEN (MATTHEW WEINER, que escreveu, foi autor e foi um dos produtores), é uma série ambientada pelo mundo, apresentando 8 histórias independentes sobre pessoas que acreditam ser descendentes da família russa assassinada pelos bolqueviques. Já foi provado que não deixou nenhum Romanoff de “sangue azul” vivo, mas ainda hoje há quem usa o nome famoso, acreditando na linhagem e usando títulos de nobreza falsos.
No elenco, nomes consagrados e outros nem tão conhecidos pelo público, embora todos sejam talentosos, o que é um dos pontos altos da série. Os episódios são emocionantes, interessantes e criativos, mas o que mais me surpreendeu foi o último, o oitavo, não esperava o final que foi brilhante! Certas histórias me lembraram das contadas de Woody Allen em seus filmes.
A produção Amazon, obviamente, pode ser assistida no Prime. Li por aí que “a segunda temporada foi cancelada”, certamente nela viriam novas histórias com novos personagens. Mas essa temporada inicial, que poderia ser chamada de MINISSÉRIE, cumpre totalmente o que a obra promete.
Estava assistindo à Sanditon, minissérie de 8 capítulos baseada no livro incompleto de Jane Austen, ela faleceu antes de terminá-lo, escreveu 11 ou 12 capítulos, segundo uns e outros.
Não sou uma fã fanática de séries de época, mas essa me fisgou, principalmente porque tem a presença do Theo James, além de ser uma atraente narrativa, fotografia linda em cenários esplêndidos, um elenco talentoso, até chegar no episódio final.
Aí odiei, não posso contar o motivo, é claro, mas simplesmente detestei. Salientando-se que não foi a Austen que o escreveu.
Mas fora essa minha derradeira opinião, vale a pena assistir, muitos podem achar que o final os agradou.
Gosto não se discute, né?
Porém, passados alguns dias da minha decepção, li que haverá uma segunda temporada!
Well, aí acabou o meu desgosto e já estou ansiosamente aguardando o seguimento da história, além da expectativa de curtir mais um pouco a beleza sexy do Theo James... 🙌
RETORNANDO: após 3 anos de ausência deste blog, voltando!
SANDITON terminou tristemente sua primeira temporada, pelo menos para mim, que gostava do casal central da trama. Foi criada uma segunda, lançada em março de 2022 e já no início ficamos sabendo que o personagem de Theo James morreu! O motivo foi que o ator não quis continuar atuando na série, então resolveram matá-lo e seguir adiante a história da personagem feminina.
Adeus, Sanditon, sem Theo James e seu personagem carismático, não tenho mais interesse em acompanhar essa jornada. Bye-bye!
A plataforma HULU tornou-se conhecida, pelo menos aqui no Brasil, através da série The Handmaid's Tale, de conteúdo nitidamente focado na libertação feminina.
Acabei de assistir ao último episódio da primeira temporada de Into the Dark, uma antologia de terror também produzida por ela, porém, mais do que assustar, conscientiza.
O 12º episódio (Pure) é um "conto de fadas" sombrio sobre Lilith, o anjo que foi derrubado ao inferno pela inveja de Adão, que não queria outro ser igual a ele. Então, foi criada Eva de sua costela, uma mulher submissa e obediente.
É uma metáfora, mas na realidade, Lilith está despertando dentro de nós, mulheres.
Vale a pena ver toda a temporada, SUPER RECOMENDO!
Criaturas fantásticas convivendo com humanos e mestiços em um mundo cheio de preconceitos e atraso, não muito diferente do atual, né?
"Eu acredito em fadas" - elas são mais antigas do que nós aqui na Terra e ainda existem, escondidas, é claro, em lugares onde a mão do Homem ainda não chegou para detonar com tudo.
A fada Sininho iria enrubescer com as fadas de Carnival Row... kkkkk
13 Geboden/13 Commandments, também conhecida pelo ridículo título Mandamentos de um Serial Killer, é uma minissérie belga cujo tema envolve a trajetória de um justiceiro, que mata ou castiga criminosos que a Justiça não consegue punir (poderia vir aqui no Brasil dar um jeito em alguns dos nossos criminosos, né?).
As ações de Moisés, nome que dão ao justiceiro, acabam sendo aprovadas pela população e alguns sentem-se até estimulados a copiar seus procedimentos.
Confesso que à medida que vamos assistindo aos 13 episódios, a tendência é também torcer para que ele não seja encontrado e preso.
Destacam-se na história o policial Peter Devriendt (Dirk van Dijck) e sua parceira Vick Degraeve (Marie Vinck).
SUPER RECOMENDO!
Essa postagem é, principalmente, dirigida a fãs de carteirinha de Game of Thrones.
E já vou avisando que tem SPOILERS, para quem pretende assistir ou está ainda nas primeiras temporadas.
Já que agora teremos um longo hiato de Game of Thrones, decidi rever a série desde seu primeiro episódio e reler alguns dos livros, dá pra matar a saudade e relembrar situações um tanto esmaecidas. Estou seguindo uma rotina: leio as páginas do livro relacionadas com determinado episódio e depois assisto a ele. Assim fiz com o primeiro episódio, que inicia e termina de forma bombástica, o que deve ter conquistado imediatamente milhares de interessados na história. As primeiras cento e poucas páginas de A Guerra dos Tronos/Livro Um retratam quase que fielmente o que vemos nas imagens da série (há pequenas diferenças que alguns notarão, por exemplo, no livro Bran tem 7 anos e na série, 10).
Dá uma certa tristeza observar a vida harmoniosa e feliz que os Stark tinham em Winterfell e saber que a família seria praticamente aniquilada em momentos de muita amargura e dor. Ver Theon Greyjoy como um jovem agregado deles, ainda portando um bilau e sua dignidade. Enxergar Daenerys como uma jovem inocente e abusada pela tirania de seu irmão Viserys (que era lindo mas muito mau), sem seus dragões e saber o quanto ela vai evoluir, tornado-se poderosa. E recordar o quanto Jaime e Cersei eram cruéis e por isso não ter nem um pingo de piedade por seus futuros sofrimentos, principalmente os da Rainha traiçoeira e egoísta. E chorar pela ruína de Bran, o que no entanto o levará a ser espiritualmente abençoado por um poder especial.
Praticamente, todos os personagens deste primeiro episódio estão mortos. Os que permanecem vivos, atravessaram muitas mudanças e transformaram-se drasticamente. E é nisso que a ficção espelha a realidade - ou a realidade inspira a ficção? Não temos a habilidade de imaginar nosso futuro, por mais que tentemos racionalizar, qualquer coisa pode acontecer que mude totalmente nossa trajetória. E tanto os "bons" quanto os "maus" podem ser castigados ou premiados, só entenderemos isso se olharmos os fatos de uma maneira global, não apenas as partes, mas o Todo. E a imortal luta entre o Bem e o Mal existe tanto no mundo real e no mundo criado pela imaginação humana, não terminará nunca porque é através dela que acontecem as alterações e elimina-se a estagnação.
Difícil aceitar que Jeffrey Dean Morgan transforma-se do sensual e caliente Jason de The Good Wife no próximo vilão de The Walking Dead, o brutal Negan.
Sem esquecer que ele já foi o mega pai dos mocinhos de Supernatural.
Fazer o Q?????
John Winchester, o heróico pai-caçador de entidades maléficas, em Supernatural
Jason, o investigador charmoso, namorando Alícia, The Good Wife
Negan, o líder violento e assassino, em The Walkin Dead (a partir da sétima temporada)
Nem ia comentar, mas The Walking Dead tá naquela fase em que só te deixa triste e desanimado, gente querida morrendo e bandidos se dando bem.
E no próximo episódio - o final desta temporada, a sexta - ainda vou ter que engolir meu querido herói de tantas séries, Jeffrey Dean Morgan, bancando o vilão.
Pô, já não basta a dura realidade?
Pra não dizer que é só choro e ranger de dentes...
Órfã de séries no momento, saí catando agulha em palheiro e achei uma deslumbrante preciosidade perdida entre as baboseiras que fazem sucesso.
Começa despretensiosa parecendo um suspense de cunho policial e vai crescendo, criando outras opções, como o terror real sem monstros digitalizados, a presença de um serial killer ou apenas a solidão cruel das geleiras manifestando-se nos relacionamentos um tanto doentio dos habitantes de uma localidade situada na região ártica.
Essa é Fortitude, e quanto mais convive-se com a cidade, mais queremos saber dela e das loucuras que acontecem na comunidade que sobrevive aos ataques dos ursos polares, à neve constante, ao frio no corpo e na alma, à doença sem nome.
Com 12 episódios, a série britânica teve estreia simultânea no Reino Unido e nos EUA em janeiro de 2015 pelos canais Sky Atlantic e Pivot. Mais corretamente seria denominá-la minissérie, não sei se haverá uma "segunda temporada", pra mim houve uma finalização satisfatória, às vezes continuam uma trama e acabam estragando tudo, viajando na maionese.
O que esconde-se no gelo eterno dos polos? Não temos a menor ideia, nem sabemos exatamente o que os grupos de pesquisadores que vão a essas regiões perdidas e geladas descobrem e, possivelmente, nos ocultam.
Tenho receio de que, em breve, com o aumento do degelo nas calotas polares, muitos horrores venham à tona, de épocas em que a raça humana ainda não existia. E nosso contato com eles pode significar nossa extinção.
Detalhe: basta uma série ter montanhas e picos nevados para os críticos fazerem comparações com Twin Peaks, isso também aconteceu com Wayward Pines! Ambas têm um frágil vínculo com a badalada criação de David Lynch, apenas a paisagem gélida e a solidão de localidades situadas em lugares elevados e com uma população reduzida, o que acaba por criar uma estranha e estreita relação entre os moradores.
Se fosse comparar com alguma série ou filme já realizado, optaria por Arquivo X, com certeza - Mulder e Scully ficariam bem confortáveis nessa trama!
TRUE DETECTIVE, segunda temporada, acabei de assistir ao quarto episódio e, se a história até aqui parecia um tanto truncada, os "detetives de verdade" mostraram a sua cara!
Vários amigos me falaram que estavam achando a temporada chata, mas acho que a questão maior é que não dá pra ficar comparando esta com a antecessora. A primeira foi especial por ser inovadora, e a segunda tem outra pegada, mais crua ainda, mas podemos ver onde elas se tocam, embora andem na maior parte do tempo em linhas paralelas.
Depois daquele surreal tiroteio, cria-se uma reviravolta que vem mostrar a qualidade desta série. Não duvidei dela, mesmo não suportando a cara do Colin Farrell, porém confiante no talento do Nic Pizzolatto.
Agora só vai, revelando tudo que estava debaixo dos panos.
A cena com a detetive Bezzerides compartilhando sentimentos na reunião dos policiais acusados de assédio sexual é sensacional, pra mim, já virou cult, no mesmo nível de Sally interpretando um orgasmo para Harry na lancheria.
Mulheres despudoradas, sua "ousadia" me faz bem.
My Mad Fat Diary é um drama/comédia britânico, baseado em My Fat, Mad Teenage Diary, diários escritos por Rae Earl.
Uma adolescente de 16 anos com excesso de peso (Sharon Rooney como Rachel 'Rae' Earl), que passou quatro meses em um hospital psiquiátrico para tratar depressão e baixa estima que a levavam a agredir-se, retorna para a vida "normal" - um mundo onde não sente-se à vontade - e tenta esconder seus problemas, para conquistar amigos.
Ela passa por uma constante e diária luta para manter sua sanidade mental, contando com a ajuda de seu terapeuta (Ian Hart como Dr. Kester).
Obviamente, é uma série com temática juvenil, mas o tema é interessante para adultos também, pois trata-se de uma questão universal.
Infelizmente, é a terceira e última temporada, além de ter apenas 3 episódios.
Sensacional o último episódio da terceira temporada de Orange is The New Black!
A série só tem evoluído e me deixou morrendo de curiosidade pra saber como vai ser o futuro das personagens... agora, resta esperar.
Enquanto isso, dá pra curtir o ensaio fotográfico que a revista Elle fez com as atrizes no ano passado, trocando os uniformes cor de laranja por roupas sensuais, enchendo-as de glamour.
Blade Runner é um filme clássico, baseado num conto de Phillip K. Dick, que enfocou a existência de robôs tão perfeitos a ponto de serem confundidos com humanos originais. Humans, a série, lembra isso quando trata da criação dos Synth - robôs de alta tecnologia, capazes de executar todas as funções necessárias para auxiliar seus usuários humanos, sendo até mais eficientes do que estes em algumas delas.
Com aparência extremamente fiel ao modelo que copiam, podem ser confundidos, a não ser por alguns detalhes funcionais. Mas isto tende a acabar, porque alguns deles foram modificados, não obedecem mais as regras fundamentais e querem libertar-se da escravidão.
A produção da série é uma parceria anglo/americana, e inspira-se na sueca Real Humans (Äkta Människor). Gostaria muito de assisti-la, mas só encontrei-a dublada, e não suporto dublagens.
A questão a ser analisada, como em Blade Runner, é se o Homem conseguiu criar uma cópia sua tão perfeita que também anseia por liberdade, igualdade, enfim, ter sentimentos e poder manifestá-los.
Pode uma máquina transformar-se em um ser orgânico? Do Androids Dream of Electric Sheep?
True Detective está de volta.
Uma segunda temporada diferente na íntegra de sua antecessora: nova história, novos personagens, novo elenco.
Gostei imensamente da primeira, que abriu caminho para esta trama policial diferenciada, real e crua.
Mas apesar disso, não senti saudades dela, já que esse primeiro episódio foi fantástico, ofereceu tudo que a série promete.
Confiram, é cinema feito pela televisão.
Quem acha que as séries de tv são novelinhas globalizadas para entreter descerebrados, engana-se.
É um veículo cultural que não para de crescer, transformando-se rapidamente e com qualidade.
Tropecei por acaso nesta série e gostei, de cara, do título - Aquarius - da época em que ela acontece - anos 60 - e da participação central do eterno "Mulder" David Duchovny como um policial, ainda carregando um pouco das caras e bocas de seu personagem em Californication.
Há poucos dias, contei que tinha ficado feliz em encontrar uma série com um agente da lei durão - Bosch - e acabei encontrando outra, apesar de que o detetive Sam Hodiak não é nada ético como Harry Bosch.
O fio central da narrativa investiga as atividades de Charles Mason e seu grupo de seguidores, desde o sequestro (ou sedução) de uma pobre menina rica em 1967 até o conhecido assassinato de Sharon Tate e amigos em sua mansão, em 1969.
Estão previstas 6 temporadas, sendo que a primeira já está acessível, com 13 episódios, e se a série conseguir mesmo cumprir esse calendário, "a trama poderá sofrer um salto no tempo, levando os personagens para o ano de 1983, quando Manson começou a dar entrevistas, contando seu lado da história."
No início dos episódios, lemos o seguinte: "Inspirada em parte por eventos históricos, contém personagens, lugares e circunstâncias fictícias". A recriação desse momento revolucionário e que alterou profundamente o curso dos acontecimentos está presente nas cenas que abordam a Guerra do Vietnã, a rebelião dos jovens nas ruas em confronto com as autoridades, as comunidades hippies, o uso abusivo e experimental de drogas, o questionamento da burguesia representada pelos adultos e o poder do dinheiro, a luta dos negros por igualdade de direitos e condições (Panteras Negras), enfim, um clima explosivo de mudanças.
A violência policial era marcante na época, e os tiras durões existiam como regra, o cidadão podia ser preso sem saber dos seus direitos (ainda temos muito disso agora...). Inclusive há um clima de piada sobre a leitura destes direitos na hora em que são efetuadas as prisões, os policiais não sabiam o texto de cor e levavam um papel com ele no bolso. Sam Hodiak é esse profissional sem escrúpulos, violento, durão, mas também inteligente, esperto, afetuoso e sedutor, conhecido nas delegacia por ser o sujeito que faz acontecer, enfim, resolve os casos e pega os bandidos, do que reclamar?
Outro policial, a antítese de Hodiak, é seu parceiro Brian Shafe (Grey Damon), que trabalha disfarçado num caso da Narcóticos, mas acaba envolvendo-se com a investigação sobre Mason, na Homicídios. Os dois juntos são o mestre e o aprendiz, mas ambos vivem esse papeis de forma alternada. Quem está ensinando a quem? O policial rebelde, contestador ou o policial raçudo, violento? Os dois podem estar simbolizando a mudança que ocorria no mundo naqueles anos, os lados opostos que debatiam-se, um tentando manter o poder à força e outro buscando assumi-lo pela paz.
Já sabemos quem saiu vencendo...
The Illustrated Man (que recebeu a tradução de Uma Sombra Passou por aqui no Brasil) é um livro de FC escrito por Ray Bradbury.
Nele estão contidos 18 contos, cada um deles inspirado em uma das tatuagens que cobrem o corpo do "homem ilustrado".
Segundo ele, foram feitas por uma mulher do futuro, e sua rotina é sair vagando pelo mundo, de cidade em cidade. Quando alguém fixa o olhar numa destas figuras, elas tornam-se animadas, e a história começa.
O livro foi adaptado para o cinema em 1969, com Rod Steiger e Claire Bloom nos papéis principais.
Recentemente foi criada uma série, The Whispers, que baseia-se em um dos contos de The Illustrated Man - Zero Hour, onde alienígenas manipulam a inocência das crianças para invadir a Terra, usando como subterfúgio um "amigo imaginário". Porém, esta história já foi vista na televisão, na série chamada The Ray Bradbury Theatre, onde várias de suas short stories foram transformados em tele filmes, de 1985 a 1992.
The Whispers, naturalmente, irá expandir o conto em inúmeros episódios e temporadas e espera-se que mantenha a essência da escrita deste sensacional escritor de ficção científica.
O cenário de Wayward Pines pode lembrar Twin Peaks, mas a semelhança fica só aí.
O enredo tem cara de Lost: os mistérios, segredos e joguinhos que te deixam pensando se aquela é a realidade, ou uma dimensão paralela, ou os personagens estão mortos, ou eu estou morta e não percebi?
Mas depois de assistir ao quinto episódio, respirei aliviada: o mistério começa a ser desvendado aos poucos, resta saber se a revelação é verdadeira ou se todo mundo está sendo enganado.
Inspirada nos livros com o mesmo título, de Blake Crouch (já corri pra comprar o primeiro volume) tem M. Night Shyamalan na produção executiva, que também dirigiu o piloto.
Matt Dilon, agente do Serviço Secreto, sai em busca de dois parceiros desaparecidos, envolve-se em um acidente de carro e acorda num hospital de Wayward Pines, cidadezinha prá lá de esquisita.
A partir disso, começa o jogo, façam suas apostas!
A produção de Bosch, pelo site de streaming Amazon, trouxe de volta a série policial de raiz, o tira durão e competente, mas que tem no fundo, um coração bobo e maleável - lembra um pouco Clint Eastwood.
Titus Welliver já fez dezenas de participações secundárias e agora como personagem principal, saiu-se bem, convenceu.
Baseada em 19 livros de sucesso publicados entre 1992 e 2014, escritos por Michael Connelly, a série apresentou sua primeira temporada com 10 episódios e já foi renovada.
Harry Bosch é um detetive da Homicídios de Los Angeles, sofre um processo por ter atirado fatalmente em um suspeito e o primeiro caso que acompanhamos com ele inicia-se com a descoberta de vários ossos de um adolescente, supostamente eliminado por um serial killer.
Nada muito sensacional, mas a história é narrada de forma enxuta, inteligente e dando vida a todos os personagens, mesmo aqueles considerados menos importantes, ou seja, existe uma estrela, mas ela não brilha sozinha.
Há diálogos bem humorados também, isso costuma logo me conquistar.
Estava sentindo falta de uma investigação policial liderada por um detetive marrento.
Detalhe: quem assistir ao piloto, vai notar que a promotoria do julgamento de Bosch é representada pela advogada Sunny Chandler (Amy Price-Francis). No segundo episódio, ela desaparece, dando lugar a Mimi Rogers, sem nenhum tipo de explicação.
Outra difeença: no piloto, Bosch fuma como uma chaminé, quase não há cenas em que ele não esteja com um cigarro na mão ou entre os lábios. No segundo episódio, ele quase não fuma, demonstra estar tentando parar, chega a acender um e logo apagá-lo e também vira filão.
Explicado o mistério da "troca de advogadas"!
Existe um piloto feito em fevereiro de 2014 com a Amy Price-Francis e um primeiro episódio de 2015, igual, mesmo nome, mas regravado, com a Mimi Rogers.
Ficou assim, então:
Piloto produzido em 2014
Primeiro episódio, regravação do piloto acima De qualquer forma, não encontrei o motivo da troca, mas como muito tempo transcorreu entre o piloto e a estreia, muita coisa pode ter rolado. Particularmente, gostei mais da primeira advogada de acusação, mais malévola! Curiosidade:
O nome do personagem é Hieronymus Bosch, em homenagem ao famoso artista holandês que viveu no século 15, as pinturas dele são surreais, vale a pena conhecer. Depois, o policial foi apelidado de Harry, e acabou conhecido como Harry Bosch.
O Jardim das Delicias (Museu do Prado, Madrid), pintado por Hieronymus Bosch
SECRETS AND LIES, vi sem muita motivação, sem nenhum tipo de influência, já que não havia lido nada com antecedência sobre a série.
Não gostei muito do primeiro episódio, principalmente pela presença do ator canastrão Ryan Phillippe, fazendo o personagem principal. Mas sou fã da atriz Juliette Lewis, que interpreta a detetive que investiga o assassinato de um guri de 5 anos.
Assim, prossegui e fui sendo conquistada pela história e suas reviravoltas constantes, onde os podres vão saindo da escuridão - os da família no foco central, bem como os dos vizinhos do condomínio, situado numa enorme área com floresta e lago.
Demorei a identificar o assassino, e quando ele foi, finalmente, descoberto, me surpreendi!
São 10 episódios, a próxima temporada terá apenas a Juliette ainda como detetive, contratarão outro elenco, e um novo caso vai ser investigado. A série é baseada no original australiano, que tem o mesmo nome.
Essa moda de séries com poucos episódios e com a trama finalizada rapidamente me agrada, nem sempre estou com disposição para seguir enredos intermináveis, a não ser que me conquistem com muito talento e inteligência. Ou seja, me fisguem... :)