The Illustrated Man (que recebeu a tradução de Uma Sombra Passou por aqui no Brasil) é um livro de FC escrito por Ray Bradbury.
Nele estão contidos 18 contos, cada um deles inspirado em uma das tatuagens que cobrem o corpo do "homem ilustrado".
Segundo ele, foram feitas por uma mulher do futuro, e sua rotina é sair vagando pelo mundo, de cidade em cidade. Quando alguém fixa o olhar numa destas figuras, elas tornam-se animadas, e a história começa.
O livro foi adaptado para o cinema em 1969, com Rod Steiger e Claire Bloom nos papéis principais.
Recentemente foi criada uma série, The Whispers, que baseia-se em um dos contos de The Illustrated Man - Zero Hour, onde alienígenas manipulam a inocência das crianças para invadir a Terra, usando como subterfúgio um "amigo imaginário". Porém, esta história já foi vista na televisão, na série chamada The Ray Bradbury Theatre, onde várias de suas short stories foram transformados em tele filmes, de 1985 a 1992.
The Whispers, naturalmente, irá expandir o conto em inúmeros episódios e temporadas e espera-se que mantenha a essência da escrita deste sensacional escritor de ficção científica.
O cenário de Wayward Pines pode lembrar Twin Peaks, mas a semelhança fica só aí.
O enredo tem cara de Lost: os mistérios, segredos e joguinhos que te deixam pensando se aquela é a realidade, ou uma dimensão paralela, ou os personagens estão mortos, ou eu estou morta e não percebi?
Mas depois de assistir ao quinto episódio, respirei aliviada: o mistério começa a ser desvendado aos poucos, resta saber se a revelação é verdadeira ou se todo mundo está sendo enganado.
Inspirada nos livros com o mesmo título, de Blake Crouch (já corri pra comprar o primeiro volume) tem M. Night Shyamalan na produção executiva, que também dirigiu o piloto.
Matt Dilon, agente do Serviço Secreto, sai em busca de dois parceiros desaparecidos, envolve-se em um acidente de carro e acorda num hospital de Wayward Pines, cidadezinha prá lá de esquisita.
A partir disso, começa o jogo, façam suas apostas!
A produção de Bosch, pelo site de streaming Amazon, trouxe de volta a série policial de raiz, o tira durão e competente, mas que tem no fundo, um coração bobo e maleável - lembra um pouco Clint Eastwood.
Titus Welliver já fez dezenas de participações secundárias e agora como personagem principal, saiu-se bem, convenceu.
Baseada em 19 livros de sucesso publicados entre 1992 e 2014, escritos por Michael Connelly, a série apresentou sua primeira temporada com 10 episódios e já foi renovada.
Harry Bosch é um detetive da Homicídios de Los Angeles, sofre um processo por ter atirado fatalmente em um suspeito e o primeiro caso que acompanhamos com ele inicia-se com a descoberta de vários ossos de um adolescente, supostamente eliminado por um serial killer.
Nada muito sensacional, mas a história é narrada de forma enxuta, inteligente e dando vida a todos os personagens, mesmo aqueles considerados menos importantes, ou seja, existe uma estrela, mas ela não brilha sozinha.
Há diálogos bem humorados também, isso costuma logo me conquistar.
Estava sentindo falta de uma investigação policial liderada por um detetive marrento.
Detalhe: quem assistir ao piloto, vai notar que a promotoria do julgamento de Bosch é representada pela advogada Sunny Chandler (Amy Price-Francis). No segundo episódio, ela desaparece, dando lugar a Mimi Rogers, sem nenhum tipo de explicação.
Outra difeença: no piloto, Bosch fuma como uma chaminé, quase não há cenas em que ele não esteja com um cigarro na mão ou entre os lábios. No segundo episódio, ele quase não fuma, demonstra estar tentando parar, chega a acender um e logo apagá-lo e também vira filão.
Explicado o mistério da "troca de advogadas"!
Existe um piloto feito em fevereiro de 2014 com a Amy Price-Francis e um primeiro episódio de 2015, igual, mesmo nome, mas regravado, com a Mimi Rogers.
Ficou assim, então:
Piloto produzido em 2014
Primeiro episódio, regravação do piloto acima De qualquer forma, não encontrei o motivo da troca, mas como muito tempo transcorreu entre o piloto e a estreia, muita coisa pode ter rolado. Particularmente, gostei mais da primeira advogada de acusação, mais malévola! Curiosidade:
O nome do personagem é Hieronymus Bosch, em homenagem ao famoso artista holandês que viveu no século 15, as pinturas dele são surreais, vale a pena conhecer. Depois, o policial foi apelidado de Harry, e acabou conhecido como Harry Bosch.
O Jardim das Delicias (Museu do Prado, Madrid), pintado por Hieronymus Bosch
IZombie - primeira temporada, 13 episódios.
Vi uma parte do piloto e não gostei muito, coloquei no freezer (acho que estava azeda - eu, e não a série).
Há 2 dias resolvi dar uma segunda chance, e me apaixonei, vi toda a temporada e rindo muito, com todos os personagens, inclusive os vilões!
Trata-se de uma história diferente sobre zumbis: a heroína trabalha como legista num necrotério para ter acesso aos cérebros que necessita para manter-se passiva e quando os come, assume algumas características dos falecidos, além de ter visões que ajudam a esclarecer crimes junto à polícia local.
É uma adaptação de quadrinhos, e possivelmente por isso tenha esse clima leve, engraçado e ágil dos gibis, mesmo sendo um drama sombrio. Há muitas citações nos diálogos, que são inteligentes e, geralmente, hilários.
SECRETS AND LIES, vi sem muita motivação, sem nenhum tipo de influência, já que não havia lido nada com antecedência sobre a série.
Não gostei muito do primeiro episódio, principalmente pela presença do ator canastrão Ryan Phillippe, fazendo o personagem principal. Mas sou fã da atriz Juliette Lewis, que interpreta a detetive que investiga o assassinato de um guri de 5 anos.
Assim, prossegui e fui sendo conquistada pela história e suas reviravoltas constantes, onde os podres vão saindo da escuridão - os da família no foco central, bem como os dos vizinhos do condomínio, situado numa enorme área com floresta e lago.
Demorei a identificar o assassino, e quando ele foi, finalmente, descoberto, me surpreendi!
São 10 episódios, a próxima temporada terá apenas a Juliette ainda como detetive, contratarão outro elenco, e um novo caso vai ser investigado. A série é baseada no original australiano, que tem o mesmo nome.
Essa moda de séries com poucos episódios e com a trama finalizada rapidamente me agrada, nem sempre estou com disposição para seguir enredos intermináveis, a não ser que me conquistem com muito talento e inteligência. Ou seja, me fisguem... :)
FANTASPOA 2015, 11ª EDIÇÃO: Agora à noite, fui assistir com a filha a dois clássicos do horror, baseados em histórias de H. P. Lovecraft: Re-Animator: A Hora dos Mortos Vivos (1985) e Do Além (1986).
Pra mim, foi revisão; pra ela, novidade.
Jeffrey Combs e Barbara Crampton, assíduos intérpretes do gênero, atuam em ambos os filmes. Dennis Paoli, que roteirizou as duas produções, estava presente e conversou com o público; divertido, muito animado, inteligente. Ele vai ministrar um workshop de desenvolvimento de roteiros de horror nesse final de semana, totalmente em inglês, então só inscrevam-se caso dominem bem essa língua.
Os ingressos possuem preço único (8 reais).
Maiores informações sobre palestras, cursos e exibições de filmes em: Fantaspoa 2015
The Conjuring (Invocação do Mal) também é um filme excelente sobre o tema poltergeist/possessão, lembrei dele já que comentei ontem a minissérie The Enfield Haunting.
Estrelado por Vera Farmiga e Patrick Wilson, a produção centra-se em dois investigadores paranormais famosos (Ed e Lorraine Warren), contratados para investigar fenômenos sobrenaturais que perturbavam a família Perron, quando mudaram-se para uma fazenda na pequena e isolada cidade de Harrisville.
E está sendo anunciado que terá uma continuação, The Conjuring 2: The Enfield Poltergeist, justamente o caso abordado pela citada minissérie.