sexta-feira, 17 de julho de 2015

The Terminator - ainda há caldo nessa fruta?


The Terminator (Exterminador do Futuro) foi um filme produzido em 1984, onde Arnold Schwarzenegger era um cyborg (The Terminator/T-8000) vindo do futuro para matar Sarah Connor (Linda Hamilton), já que ela seria a mãe de John Connor, o rebelde que fazia oposição ao domínio das máquinas.
Foi uma história sedutora e o filme ganhou uma legião de fãs.
Aí, os produtores resolveram ganhar mais dinheiro ainda fazendo sequências. Então tivemos Terminator 2: Judgement Day, Terminator 3: Rise of the Machines, Terminator Salvation e, atualmente, Terminator: Genesis.
Sinteticamente, digo que o primeiro filme arrombou a festa e os demais tentaram explicar tudo e criar uma verossimilhança nas viagens temporais e assistimos porque fazemos parte daquela citada legião de fãs.
Agora, vendo Terminator:Genesis, concluo que é uma salada de frutas, onde tentam manter a mitologia criada após o primeiro filme e nós gostamos, por que tem o Arnold ainda durão e não obsoleto e a lindona de Game of Thrones (Emilia Clarke), aqui não comandando dragões, mas armas sofisticadas e chamando Schwarzenegger de Papi. Tem também Jai Courtney (Divergente) vivendo Kyle Reese, o pai de John, bombando naquela cruza de gostoso com fofo.
Resumo da ópera: se você é fã da trama, vai ficar com um sorrisinho besta na cara e curtindo tudo.
Caso, contrário vai ter muita coisa pra criticar.
Decida de que lado está!


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Byzantium - vampirismo singular


Melhor filme sobre vampiros que vi até agora - e olha que assisto a esse tipo de filme desde criança!
Realizado em 2012 e dirigido por Neil Jordan, conta a história de duas vampiras que estão juntas há dois séculos, fugindo de uma sociedade secreta machista e guardando segredo sobre o passado que as transformou em seres imortais.
Saiorse Ronan (de Um Olhar do Paraíso) escreve todos os dias a sua trágica história, depois rasga as folhas de papel e descarta-as. Quem acreditaria nas palavras que ela joga ao vento?
Fotografia belíssima, enredo singular, ótimos atores dirigidos com muita sensibilidade. Detalhe: elas não possuem caninos salientes, marca registrada dos sugadores de sangue.
Fome de Viver era meu filme vampiresco preferido, Byzantium tomou esse lugar, com todos os louros e aplausos!


segunda-feira, 6 de julho de 2015

My Mad Fat Diary - não é fácil ser adolescente


My Mad Fat Diary é um drama/comédia britânico, baseado em My Fat, Mad Teenage Diary, diários escritos por Rae Earl.
Uma adolescente de 16 anos com excesso de peso (Sharon Rooney como Rachel 'Rae' Earl), que passou quatro meses em um hospital psiquiátrico para tratar depressão e baixa estima que a levavam a agredir-se, retorna para a vida "normal" - um mundo onde não sente-se à vontade - e tenta esconder seus problemas, para conquistar amigos.
Ela passa por uma constante e diária luta para manter sua sanidade mental, contando com a ajuda de seu terapeuta (Ian Hart como Dr. Kester).
Obviamente, é uma série com temática juvenil, mas o tema é interessante para adultos também, pois trata-se de uma questão universal.



Infelizmente, é a terceira e última temporada, além de ter apenas 3 episódios.

My Mad Fat Diary/Terceira temporada


sábado, 4 de julho de 2015

Orange is The New Black - Terceira Temporada

Sensacional o último episódio da terceira temporada de Orange is The New Black!
A série só tem evoluído e me deixou morrendo de curiosidade pra saber como vai ser o futuro das personagens... agora, resta esperar.

Enquanto isso, dá pra curtir o ensaio fotográfico que a revista Elle fez com as atrizes no ano passado, trocando os uniformes cor de laranja por roupas sensuais, enchendo-as de glamour.




sexta-feira, 3 de julho de 2015

Humans, quase humanos



Blade Runner é um filme clássico, baseado num conto de Phillip K. Dick, que enfocou a existência de robôs tão perfeitos a ponto de serem confundidos com humanos originais.
Humans, a série, lembra isso quando trata da criação dos Synth - robôs de alta tecnologia, capazes de executar todas as funções necessárias para auxiliar seus usuários humanos, sendo até mais eficientes do que estes em algumas delas.
Com aparência extremamente fiel ao modelo que copiam, podem ser confundidos, a não ser por alguns detalhes funcionais. Mas isto tende a acabar, porque alguns deles foram modificados, não obedecem mais as regras fundamentais e querem libertar-se da escravidão.
A produção da série é uma parceria anglo/americana, e inspira-se na sueca Real Humans (Äkta Människor). Gostaria muito de assisti-la, mas só encontrei-a dublada, e não suporto dublagens.


A questão a ser analisada, como em Blade Runner, é se o Homem conseguiu criar uma cópia sua tão perfeita que também anseia por liberdade, igualdade, enfim, ter sentimentos e poder manifestá-los.
Pode uma máquina transformar-se em um ser orgânico?
Do Androids Dream of Electric Sheep?


quarta-feira, 24 de junho de 2015

True Detective Parte 2 - outra história, mesma competência




True Detective está de volta.
Uma segunda temporada diferente na íntegra de sua antecessora: nova história, novos personagens, novo elenco.
Gostei imensamente da primeira, que abriu caminho para esta trama policial diferenciada, real e crua.
Mas apesar disso, não senti saudades dela, já que esse primeiro episódio foi fantástico, ofereceu tudo que a série promete.
Confiram, é cinema feito pela televisão.
Quem acha que as séries de tv são novelinhas globalizadas para entreter descerebrados, engana-se.
É um veículo cultural que não para de crescer, transformando-se rapidamente e com qualidade.

                                    Matéria publicada na Veja/junho 2015

segunda-feira, 22 de junho de 2015

When the moon, is in the seventh house...


Tropecei por acaso nesta série e gostei, de cara, do título - Aquarius - da época em que ela acontece - anos 60 - e da participação central do eterno "Mulder" David Duchovny como um policial, ainda carregando um pouco das caras e bocas de seu personagem em Californication.
Há poucos dias, contei que tinha ficado feliz em encontrar uma série com um agente da lei durão - Bosch - e acabei encontrando outra, apesar de que o detetive Sam Hodiak não é nada ético como Harry Bosch.
O fio central da narrativa investiga as atividades de Charles Mason e seu grupo de seguidores, desde o sequestro (ou sedução) de uma pobre menina rica em 1967 até o conhecido assassinato de Sharon Tate e amigos em sua mansão, em 1969.
Estão previstas 6 temporadas, sendo que a primeira já está acessível, com 13 episódios, e se a série conseguir mesmo cumprir esse calendário, "a trama poderá sofrer um salto no tempo, levando os personagens para o ano de 1983, quando Manson começou a dar entrevistas, contando seu lado da história."
No início dos episódios, lemos o seguinte: "Inspirada em parte por eventos históricos, contém personagens, lugares e circunstâncias fictícias". A recriação desse momento revolucionário e que alterou profundamente o curso dos acontecimentos está presente nas cenas que abordam a Guerra do Vietnã, a rebelião dos jovens nas ruas em confronto com as autoridades, as comunidades hippies, o uso abusivo e experimental de drogas, o questionamento da burguesia representada pelos adultos e o poder do dinheiro, a luta dos negros por igualdade de direitos e condições (Panteras Negras), enfim, um clima explosivo de mudanças.
A violência policial era marcante na época, e os tiras durões existiam como regra, o cidadão podia ser preso sem saber dos seus direitos (ainda temos muito disso agora...). Inclusive há um clima de piada sobre a leitura destes direitos na hora em que são efetuadas as prisões, os policiais não sabiam o texto de cor e levavam um papel com ele no bolso. Sam Hodiak é esse profissional sem escrúpulos, violento, durão, mas também inteligente, esperto, afetuoso e sedutor, conhecido nas delegacia por ser o sujeito que faz acontecer, enfim, resolve os casos e pega os bandidos, do que reclamar?
Outro policial, a antítese de Hodiak, é seu parceiro Brian Shafe (Grey Damon), que trabalha disfarçado num caso da Narcóticos, mas acaba envolvendo-se com a investigação sobre Mason, na Homicídios. Os dois juntos são o mestre e o aprendiz, mas ambos vivem esse papeis de forma alternada. Quem está ensinando a quem? O policial rebelde, contestador ou o policial raçudo, violento? Os dois podem estar simbolizando a mudança que ocorria no mundo naqueles anos, os lados opostos que debatiam-se, um tentando manter o poder à força e outro buscando assumi-lo pela paz.
Já sabemos quem saiu vencendo...